A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

quarta-feira, 10 de junho de 2009

As aparências enganam

Por CLARA ALBUQUERQUE

As aparências enganam
Direção: Richard Benjamin
Ano: 1995
País: Estados Unidos
Gênero: Comédia, Romance
Título Original: Milk Money

Pergunte a qualquer torcedor do Corinthians quem é a estrela do timão. Depois da resposta óbvia, questione então se ele está preocupado com o tamanho da barriguinha de Ronaldo. Se não achar um corintiano por perto, pode apelar para um flamenguista mesmo. Faça as mesmas perguntas. O nome, também óbvio, será unânime e a resposta será a mesma. Não, eles não se importam. Colocando a gorduchinha pra dentro do gol, os gorduchinhos estrelas do Campeonato Brasileiro, Ronaldo e Adriano, podem rasgar o cardápio da dieta, beber sua cervejinha ou o que seja.

Antigamente, até os anos 60 mais ou menos, jogador de futebol era apenas um simples mortal, fisicamente falando, com habilidades nos pés. Eliminando as exceções, jogador comia o que queria, bebia o que dava na telha e fumava sem restrições. Era um verdadeiro samba do crioulo doido e ninguém se preocupava muito com uma barriguinha saliente ou com hábitos pouco saudáveis. Nos anos 50, o húngaro Ferenc Puskás, baixinho, troncudo e meio gordinho (um verdadeiro anão de jardim), encantou o mundo com seu talento. No fim dos anos 70 e início dos anos 80, Sócrates não tinha formas arredondadas, mas fumava e bebia. Ainda assim, jogava como todos nós ainda sonhamos que alguém jogue em nossos times. Mas o que já foi algo sem importância, hoje se tornou referência e condição ‘sine qua non’ para o sucesso de um jogador de futebol. A velocidade e o condicionamento das primeiras equipes bem preparadas fisicamente deram competitividade a times nem tão brilhantes assim e o mundo da bola absorveu o recado. A evolução da preparação física no futebol transformou homens em atletas, mas não parou por aí. Criou a fórmula para verdadeiros super-homens. O time enxuto de uma comissão técnica, formado pelo treinador e pelo preparador físico, virou hoje uma verdadeira seleção com fisiologista, nutricionista, fisioterapeuta, médicos e auxiliares, além da dupla inicial. Quem nunca leu uma manchete ou ouviu um técnico dizer que a preparação física seria a arma do time para o jogo? O futebol mudou e melhorou em muitos aspectos, como este, mas também pode ter perdido o brilho em outros quesitos. Arma pra mim é ter um Kaká, um Cristiano Ronaldo, um Messi, ou outros em menor escala, em campo. É abrir a boca e dizer: ele tem talento! É claro que, se além de talentosos, eles forem atletas invejáveis, perfeito! Mas o que dizer então destes exemplos que insistem em desafiar o novo padrão do futebol? O que dizer, por exemplo, do gordinho Cabañas, ridicularizado por muitos e que depois tirou o Flamengo da Libertatadores? E Maradonna? Sem comparar talento, é claro! O ídolo argentino teve problemas maiores, é verdade, mas os quilos a mais o acompanharam durante boa parte da carreira e tenho certeza que quem sofreu foram os adversários.

Texto também publicado no jornal Correio, da Bahia

Em tempo: Confira AQUI a seleção da 5ª rodada do Campeonato Brasileiro

12 comentários:

  1. Bom se o cara é craque como os dois "gorduchos" e se está colocando a "gorduchinha" pra dentro das redes, que faça o que quiser.

    Agora se a bola não for pras redes, aí ... que aguentem a cobrança.

    Agora Clara, vc tem razão, tem gente que chama esse tipo de reação de "saudosismo", mas pra mim, pra vc e creio pra muitos de nós realmente o futebol só terá encanto enquanto craques como vc citou estiverem em campo, por mais evoluído que se torne, esse quesito jamais poderá ser colocado de lado.


    Abração pra vc's e...

    Sds. Celestes
    Carlão Azul
    Sou Cruzeirense Site/Blog - acesse e comente

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  2. Não só eles podem beber, comer demais como também podem chegar atrasados nos treinos e etc, né?!
    É fogo...

    Você descobriu qual foi a gafe do fluzão?

    Abraços!

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  3. Clara,

    Tem razão. Não vivemos só no tempo do futebol-negócio, mas também do futebol-máquina. O estado físico apurado dos 11 jogadores é, ao lado da tática e da técnica bem-treinadas, um dos requistos para o sucesso de um clube.

    Mesmo assim, prefiro o toque mágico de um Cabañas à correria de um Apodí.

    Abraços,
    www.esportejornalismo.blogspot.com

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  4. Belo texto, exatamente tudo o que esta escrito é verdade, se o cara faz gols e tem habilidade uns quilinhos a mais não atrapalham,
    Saudações do Gremista Fanático

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  5. Concordo com você, Carlão! Comer, beber, ir às festas e jogar bola, é uma coisa. Outra, e totalmente inaceitável, é o cara se divertir e não fazer nada em campo. Abs, PP

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  6. Vanessinha, não descobri! Juro! Sei que, depois de revelado, vou ficar com raiva de mim por não ter notado. Mas, tudo certo! rs Beijos, PP

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  7. É isso aí, Junior! Por isso ninguém fica de marcação com a gente! alem de estarmos em forma, jogamos muito! kkkkkkkkkkkkk Abraço, PP

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  8. Clara Albuquerque10 de junho de 2009 22:00

    Chegar atrasado no treino já é demais né? Hahahaha! Afinal, fazer gols com uns kilinhos a mais, só traz felicidade aos torcedores, mas fatar e chegar atrasado nos treinos já entra no campo do desrespeito.
    Beijão a todos!

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  9. Ainda podemos citar o Neto que ganhou p Brasieliro e 90 pelo Corinthians. E a Democracia corintiano, os cara não se concentrava e não fazia a menor diferença e jogava um belo futebol.

    Abraços, Clara.

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  10. boa, clarinha! beijoca pra vc, figura! pp

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  11. o neto é 'gorducho' até hoje, uelton. boa pessoa! abs, pp

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