Segundo a CBF, 960 atletas deixaram o país em 2009
ANA SHEILA
Do Mídia sem Média
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou um boletim com o número de jogadores que deixaram o Brasil desde o mês de janeiro até outubro deste ano: 960 no total.
Os números são inferiores ao dos últimos anos, quando 1.176 atletas foram negociados em 2008 e 1.085 transferidos em 2007.
A lista deste ano incluí nomes famosos como dos atacantes, Nilmar que saiu do Internacional e foi para o Villarreal (ESP) e Keirrison, que foi do Palmeiras para o Barcelona (ESP), e depois emprestado para o Benfica (POR) e do volante Ramires, que deixou o Cruzeiro para integrar o mesmo clube lisboeta.
No entanto, a grande maioria dos jogadores vão para equipes de países com menos tradição futebolística, como o Vietnã, que recebeu 34 brasileiros. Bangladesh, Ilhas Faroe, Síria e Namíbia também estão no roteiro.
Atuar nas principais Ligas, como a da Espanha, é o grande sonho dos atletas tupiniquins, mas alguns passam longe dos poderosos Real Madrid e Barcelona. Outros clubes espanhóis virão compradores em potencial de brasileiros, como Ciutadella, Mercadal, Castelldefels e Alaoir, da terceira divisão.
O maior comprador de brasileiros é Portugal, que adquiriu 176 jogadores, seguido de Alemanha (57), Japão (41), Espanha (34), Vietnã (34), Itália (32), Paraguai (31), Suécia (25) e Estados Unidos (24).
Também houve um recorde de retornos ao Brasil. 667 jogadores regressaram ao país, superando os 659 que voltaram em 2008. Entre os mais conhecidos, são os casos de Ronaldo que deixou o Milan para integrar o Corinthians, Adriano que se transferiu da Inter de Milão para ser o novo Imperador do Flamengo e a dupla Edmílson e Vagner Love, que, hoje, podem ser campeões nacionais com o Palmeiras.
Reforma da Lei Pelé
Em dezembro do ano passado, o governo brasileiro apresentou um projeto de lei que pretende dificultar a saída prematura de jovens jogadores do país.
Segundo o projeto que modifica a Lei Pelé, que rege o futebol no Brasil desde 2001, os jovens menores de 16 anos não poderiam firmar contratos profissionais, mas a partir dos 14 assinariam um contrato de formação, que beneficiaria os clubes formadores até quando os atletas alcançassem a maioridade.
Um caso que vale a pena lembrar é o do atleta vascaíno Philippe Coutinho de 17 anos. O jogador foi vendido para a Internazionale de Milão por 3,8 milhões de euros (algo em torno de R$ 10 milhões), em 2008, quando ainda tinha 16 anos.
O meia atuava nas categorias de base do clube e subiu para o profissional neste ano, onde disputa a série B do Campeonato Brasileiro. Seu contrato com a Inter de Milão começa a vigorar em julho de 2010, quando completa 18 anos.

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