Por ANTONIO MARIA FILHO
Ao contrário do que aconteceu durante a preparação do Brasil para o Mundial da Alemanha, na cidade de Weggis, na Suíca, o ambiente da seleção brasileira será fechado na África do Sul (e isso vale para os treinos), como noticiou hoje o Globo, em entrevista concedida por Ricardo Teixeira ao repórter Maurício Fonseca. Ufff!! Ainda bem.
O que aconteceu por lá foi brincadeira. Ou melhor: um absurdo. Para se chegar ao local onde o Brasil treinava, num pequeno estádio e no qual o torcedor pagava ingresso para participar de tudo o que acontecia éramos obrigados a atravessar uma verdadeira feira livre. Aliás, mais parecia a Feira da Providência ou uma Feira de Exposições, pois as barracas não vendiam apenas comida. Havia de tudo o que se possa imaginar: até shows de música e de dança aconteciam em locais fechados ou no meio da rua.
Na arquibancada, durante os treinos (treinos?... uma menina chegou a invadir o campo para beijar um jogador. Isso é sério?). Vivia-se uma grande festa. O torcedor comemorava tudo. Por exemplo: quando o roupeiro Rogélson Barreto entrava em campo com o saco de bolas nas costas mais parecia Robinho ou o Ronaldinho Gaúcho fazendo aquele particular espetáculo de controlar a bola, como o que costumamos assistir nas apresentações do "Cirque de Soléil".
Gente...Parreira não podia sequer repreender alguma jogada errada, tal o clima vivido na arquibancada que circundava o campo. Na minha primeira coluna Panorama Esportivo, do Globo, sobre a Copa, muito antes de o Brasil mudar da Suíca para Alemanha , o título foi "Cruz Credo!" e contei tudo o que havia de errado ali em Weggis e que me lembrava um pouco o clima vivido antes da Copa da Espanha, que, a bem da verdade era bem mais sério do que o que se viu no último mundial. Muitos criticaram meu ponto de vista e acharam que eu estava equivocado.
Mas acho que acertei, o time esqueceu que futebol não é apenas espetáculo, é "guerra" também. É como no ringue: o lutador pode ser melhor, mas no que baixa a guarda, leva um direto no queixo e ... lona. Não estou incitando ou pedindo violência. Mas no período de Copa do Mundo, a seriedade tem que ser total. O time não pode se deixar contaminar pela euforia da torcida. Principalmente numa Copa do Mundo. Um exemplo? O incidente entre Zidade e Materazzi na final da Copa do Mundo.
Mas pelo que a reportagem mostrou, a lição foi aprendida.
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