A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã


domingo, 18 de outubro de 2009

"Carceragem" na África do Sul

Por ANTONIO MARIA FILHO

Ao contrário do que aconteceu durante a preparação do Brasil para o Mundial da Alemanha, na cidade de Weggis, na Suíca, o ambiente da seleção brasileira será fechado na África do Sul (e isso vale para os treinos), como noticiou hoje o Globo, em entrevista concedida por Ricardo Teixeira ao repórter Maurício Fonseca. Ufff!! Ainda bem.

O que aconteceu por lá foi brincadeira. Ou melhor: um absurdo. Para se chegar ao local onde o Brasil treinava, num pequeno estádio e no qual o torcedor pagava ingresso para participar de tudo o que acontecia éramos obrigados a atravessar uma verdadeira feira livre. Aliás, mais parecia a Feira da Providência ou uma Feira de Exposições, pois as barracas não vendiam apenas comida. Havia de tudo o que se possa imaginar: até shows de música e de dança aconteciam em locais fechados ou no meio da rua.

Na arquibancada, durante os treinos (treinos?... uma menina chegou a invadir o campo para beijar um jogador. Isso é sério?). Vivia-se uma grande festa. O torcedor comemorava tudo. Por exemplo: quando o roupeiro Rogélson Barreto entrava em campo com o saco de bolas nas costas mais parecia Robinho ou o Ronaldinho Gaúcho fazendo aquele particular espetáculo de controlar a bola, como o que costumamos assistir nas apresentações do "Cirque de Soléil".

Gente...Parreira não podia sequer repreender alguma jogada errada, tal o clima vivido na arquibancada que circundava o campo. Na minha primeira coluna Panorama Esportivo, do Globo, sobre a Copa, muito antes de o Brasil mudar da Suíca para Alemanha , o título foi "Cruz Credo!" e contei tudo o que havia de errado ali em Weggis e que me lembrava um pouco o clima vivido antes da Copa da Espanha, que, a bem da verdade era bem mais sério do que o que se viu no último mundial. Muitos criticaram meu ponto de vista e acharam que eu estava equivocado.

Mas acho que acertei, o time esqueceu que futebol não é apenas espetáculo, é "guerra" também. É como no ringue: o lutador pode ser melhor, mas no que baixa a guarda, leva um direto no queixo e ... lona. Não estou incitando ou pedindo violência. Mas no período de Copa do Mundo, a seriedade tem que ser total. O time não pode se deixar contaminar pela euforia da torcida. Principalmente numa Copa do Mundo. Um exemplo? O incidente entre Zidade e Materazzi na final da Copa do Mundo.

Mas pelo que a reportagem mostrou, a lição foi aprendida.

http://blogdomaria.blog.uol.com.br/

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