A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ídolo ou bandido? Eis a questão...

PERSIO PRESOTTO

Ser ídolo de um clube, de uma Nação, não é tarefa fácil. É necessário muito carisma, talento, personalidade, coisas estas que poucos têm ou conseguem.

No futebol atual, Rogério Ceni, do São Paulo, e Marcos, do Palmeiras, são dois exemplos raros de jogadores que se identificam com o clube em que atuam, assim como com a torcida que os idolatram e respeitam pelos inúmeros 'serviços prestados'.

O capitão palestrino, até onde sei, não tem qualquer intenção de ser técnico ou dirigente de futebol quando pendurar as luvas e as chuteiras.

O sãopaulino, ao contrário, já declarou, para quem quisesse ouvir, que pretende ser presidente do Tricolor do Morumbi, com o objetivo de não se distanciar da sua mais tenra paixão, desde os 12 anos de idade.

No exterior, muito antes do que aqui, ex-jogadores ocuparam - e ainda ocupam - cargos de destaque, como técnicos e dirigentes.

O francês Michael Platini e o alemão Franz Beckenbauer são dois grandes exemplos.

Platini, como se sabe, é o atual presidente da UEFA, principal entidade do futebol europeu.

Já Beckenbauer comandou, e por muito tempo, o Bayern München, da Alemanha, onde foi - e ainda é - ídolo.



No Brasil, poucos são os que se atrevem a tanto.

Roberto Dinamite, no Vasco da Gama, foi um dos que deu o chamado 'pontapé inicial' para a concretização da novidade.



Hoje, o Flamengo reverencia Zico na condição de cartola.

Essa 'reverência', no entanto, não pode ser levada ao pé da letra.

Há quem já o critique por não trazer este ou aquele jogador.

Mas, tudo bem.Torcedor é emoção, não razão.

E, por este motivo, não entende que, o momento na Gávea é o de aparar as arestas, eliminar dívidas e colocar a casa em ordem.



Nos últimos dias, a 'bola da vez' foi a chegada de Renato Gaúcho a Porto Alegre, para exercer o cargo de técnico do Grêmio, onde é quase um Imortal.

O páreo é duro, duríssimo!

O Tricolor Gaúcho está na zona da degola no Campeonato Brasileiro e precisa, com urgência, de bons resultados.

Se as vitórias vierem, Renato será santificado no Olímpico Monumental.

Caso contrário, será 'rebaixado' de Santo para aquele simpático animal de orelhas grandes e pontudas...

Ele, certamente, sabe disso, assim como outros tantos, que, nem que por um singelo instante, deixam de ser aclamados como Deuses do Olimpo, para serem reconhecidos como reles mortais.

Em tempo: logo no primeiro compromisso como técnico do Grêmio, Renato Gaúcho teve o desprazer de assistir o Goiás festejar a classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana - que agora também garante vaga para a Taça Libertadores - após empate de 1 a 1, semana passada, no Serra Dourada e da vitória esmeraldina, hoje à noite, por 2 a 0, em pleno Olímpico.
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2 comentários:

  1. No Brasil,ídolos são ídolos e paixões à parte.
    Boa sorte ao Renato Gaúcho!

    Abs!

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  2. Reiterando: mais sorte,Renato...mais sorte!
    Beijos,Persinho!

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