A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pelo fim da escravidão



Nesta quinta-feira, 13 de maio, é comemorado mais um dos muitos aniversários da abolição da escravidão no Brasil.

A chamada "Lei Áurea" assinada em 1888 pela Princesa Isabel, filha de D.Pedro II, teve, como podemos notar ao longo dos séculos, um efeito simbólico, nada mais do que isso!

O preconceito aos negros é público e notório, inclusive - e principalmente - nos dias de hoje.

Mário Filho, jornalista respeitado Brasil adentro, que deu nome ao Maracanã, é o autor de uma das mais belas obras: O negro no futebol brasileiro.

Leitura obrigatória para aqueles que gostam do 'soccer'.

Para os que não são lá muito fãs do esporte bretão, a opção é o irretocável 'Navio Negreiro', de Castro Alves.

Texto que merece ser saboreado com todo o cuidado, por se tratar de uma raridade!

De volta ao futebol...

Consta que o Fluminense, um dos clubes mais tradicionais do Rio de Janeiro, logo nos primeiros anos de vida, proibiu a inclusão de negros em seu time.

A solução então encontrada foi a adoção do pó de arroz, para 'branquear' a pele, que fora massacrada, surrada sem a menor piedade no período dos Senhores do Café.

O Coronelismo daquele tempo ainda vive.

Basta você ir ao Centro-Oeste, o Norte e ao Nordeste brasileiro, que perceberá um total descaso, não só aos negros, mas aos brancos também, que são tratados como escravos.

Gente que trabalha de sol a sol, ganha miseravelmente e é enganada constantemente com Bolsas-migalhas distribuídas aos quatro cantos do território nacional.

Isso, é claro, sem falar nas tais cotas impostas pelo Governo nas universidades e em outros setores da sociedade, com o argumento equivocado ao extremo de garantir a inclusão social.

O fato é que não precisaria de nada disso se houvesse um mínimo de respeito para com o próximo.

A Lei Áurea, por exemplo, sequer existiria se os Barões do Café tivessem a dignidade de ir às senzalas, aos Quilombos mais próximos para visitarem, dialogar e comer junto àqueles que garantiam o sustento de suas terras e as riquezas depositadas de tempo em tempo no banco da cidade.

Idéias estapafúrdias como as das cotas não ganhariam apoio, assim como muitos não iriam tirar vantagem desses artifícios, ao ponto de andar com a Constituição debaixo do braço e fazer valer o 'direito de rejeitado social'.

Sim... há quem tire proveito da situação também!

Qual a novidade?

Estamos no Brasil!

Terra dos desiguais, com Leis que são colocadas no papel, mas rejeitadas pela população e nossos legisladores, governantes em geral.

Zumbi, Pelé, Michael Air Jordan, Nelson Mandela, Martin Luther King...

Atletas, líderes negros que ganharam páginas, capítulos próprios na história.

Pessoas que são reverenciadas pelo mundo.

Mas, por que apenas eles?

São - ou foram - os únicos negros no globo terrestre?

Que eu saiba, não!

Há muito mais!

Basta olhar ao lado!

Não há o que temer!

São seres humanos, como nós!

Por que rejeitá-los?

Por que Lei Áurea?

Por que cota disto e daquilo?

Responda... se for realmente capaz!

5 comentários:

  1. Adorei o Blog!!
    Estou procurando parceria, se puder ajudar, eu linko vc lá no meu tbm!
    Desde já agradeço!!! :D

    ;**

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  2. Olá,Pê!
    Texto antológico!
    De fato,essas indagações apenas surgem na razão de pessoas que sabem ser humanas.
    Nos 'outros' em que há a raíz do preconceito,a saída para aprender a lidar com as diferenças está no 'tampar o sol com a peneira'.
    Infelizmente, a mentalidade política do nosso país é pequeno no que tange ao desenvolvimento.Seria a 'cota'uma forma de pedido de desculpas?
    Na minha opinião essa 'inclusão cidadã' é mais um carta de alforria,apenas muda o nome.
    A mentalidade escravocrata é a mesma.
    Bjs,querido!

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  3. Oi.
    Obrigada pela visita lá no meu cantinho.
    Vim ver aqui e me fiquei surpresa e lisonjeada por ver que postou meu texto.
    Obrigada mais uma vez.

    Belíssimo post este.
    Sabe, eu acho que só vamos parar de fingir que o Brasil não é um país racista quando as pessoas pararem de se admirar quando um negro se destaca em algo que não seja música ou futebol.
    Ah, acho que estou sonhando demais. Vivemos no país das injustiças sociais, onde é benéfico para uns poucos, tais como os coronéis do meu Nordeste citados por você, que tudo continue igualzinho como está.
    Resta torcer pra que não seja assim pra sempre.

    Beijo botafoguense.

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  4. Olá! Td bem? Primeiro queria dizer que fiquei hiper feliz com a história, nunca poderia imaginar.

    Depois, sabe que hoje mesmo eu contei essa história para os estagiários lá no serviço, eles nem desconfiavam que era dia de libertação e acho que nunca tinham ouvido falar na Princesa Isabel.

    Fiz um post especial nostalgia hoje, passa por lá, deixo o convite também para ler a coluna das meninas da equipe, vale a pena. Um abraço!

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