A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Fielzão do Coringão!



PERSIO PRESOTTO

Nesta quarta-feira, 1º de setembro, o Corinthians festejou os 100 anos de existência. Algo histórico, sem dúvida, e que merece reverência, por se tratar de um dos clubes mais populares do País, ao lado do Flamengo, que é o dono de maior torcida em todo o território nacional.

A popularidade corinthiana é inabalável, assim como o amor daqueles que o acompanha e critica semanalmente, a cada jogo de futebol realizado no Pacaembu, no Morumbi ou em outro campo qualquer.

Os rivais, como se sabe, 'sacaneiam' de tudo o que é jeito. Uns, bem humorados, brincam, se divertem, mas com moderação. Outros, no entanto, apelam, compram briga por qualquer idiotice.

Quando a bola rola, a emoção toma conta. A arquibancada fica branca e preta, por inteira.

Gritos como "Todo poderoso Timão"; "Aqui tem um bando de loucos! Loucos por ti, Corinthians!" ou o ritmado "Não para, não para, não para, vai pra cima timão!" são ouvidos por todos, assim como foi, na década de 80, o inesquecível "Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus!".

Não gosto muito da ideia de misturar religião com futebol. Pra mim, são assuntos mais que distintos e, por isso, não podem 'ocupar um mesmo espaço'. Mas... enfim... o tal grito foi praticamente um hino daquela geração, que amargara 22 anos de fila.

Sócrates, Rivellino, Marcelinho Carioca, Carlitos Tévez são ídolos alvinegros, assim como também foram Cláudio, Baltazar, Neto e Gamarra.

Garrincha, o Anjo das penas tortas e ídolo no Botafogo, de Valter Bernat, também vestiu o uniforme mosqueteiro. Mas isso ocorreu já no final de carreira, quando não possuía a mesma agilidade e preparo físico exibido nas Copas do Mundo de 1958 e 1962, em que teve grande participação e importância.

Desconfortos por não ter um estádio próprio, assim como o Palmeiras, o São Paulo e o Santos, são notórios até os dias de hoje. Promessas e mais promessas foram realizadas ao longo dos 100 anos. E, ao que tudo indica, a Salvadora da Pátria Corinthiana será Odebrecht, que, como bem lembrou o irretocável Uelton Gomes, recebe 99% em licitações do Governo Federal.

Bom... a administração nem sempre foi o ponto forte da equipe do Parque São Jorge.

É verdade que houve nomes importantíssimos e históricos à frente do clube, como o do emblemático Vicente Matheus, mas, não podemos esquecer de outros, como Alberto Dualib, que entregou o time alvinegro à Máfia Russa.

O Corinthiano, de verdade, sabe disso e fica indignado!

Mas, o amor é tão grande, forte e puro, que o faz um Fielzão na essência.

Algo que nem mesmo um estádio pode explicar ou dar significado exato!
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