A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

terça-feira, 26 de abril de 2011

Goleiro, que é goleiro, reverencia o atacante!


Dia 26 de abril é o dia do goleiro, atleta que treina em separado aos demais, tem uma dieta toda especial e, em campo, fica com a responsabilidade de salvar uma equipe formada por outros 10 jogadores, que se espalham pelo imenso e grandioso 'tapete verde'.

Reflexo, habilidade, bom posicionamento e precisão são algumas das qualidades que um guarda-redes - no bom linguajar lusitano - deve ter.

Ao longo dos meus 31 anos de vida (pasmem!), quase 10 de carreira, vi e assisti muitos goleiros alcançarem a consagração.

E vi, também, muitos serem rejeitados, massacrados pela opinião pública, a torcida.

O goleiro, por assim dizer, vive ora como o herói, ora como o vilão da partida.

Mas, há uma coisa muito importante: sem atacantes, goleiro nenhum consegue fama ou desprezo!

O Palmeiras, de 1994, com Edmundo e Evair, por exemplo, consagrou Zetti, do São Paulo, numa Quartas-de-Final de Taça Libertadores. Ele pegou tudo! Até a sombra da bola!

E o que dizer de Dida? Defendeu dois pênaltis cobrados por Raí (que era um Mestre nesse tipo de lance), na reta final do Campeonato Brasileiro de 1999.

Depois disso, Dida deixou o Corinthians e foi para o exterior, jogar no Milan.

É claro que esses feitos são fatos isolados, que não garantem contratos milionários, coisas do gênero.

O goleiro existe é pra estragar a alegria do atacante, que busca o gol de todo o jeito.

O inglês Gordon Banks deve se recordar até hoje daquela cabeçada defendida rente ao pé da trave, para a frustração do Rei Pelé, numa Copa do Mundo.

O irreverente Higuita, deu uma cambalhota invertida, evitou o gol inglês com os pés e virou tema de documentários pelo mundo afora.

Já Barbosa, ídolo do Vasco da Gama e goleiro da Seleção Brasileira na Copa de 1950 foi injustiçado pela derrota frente ao Uruguai, por 2 a 1, no Maracanã.

E nem depois de morto foi perdoado por isso!

Mas, nem tudo é sofrimento. Há também aqueles mais ousados, inovadores na posição.

O paraguaio Chilavert tentou ser o goleiro artilheiro aos olhos da Fifa.

Mas teve de se render a Rogério Ceni, que já chegou a contagem centenária e sequer fala em pendurar as luvas!

Goleiro, diz a lenda, não pode falhar e nem ficar com fome, mas, como você viu logo acima, pode fazer a rede adversária balançar, nos pênaltis e nas cobranças de falta, defender pênaltis e, se bobear, até 'roubar' a cena do camisa 10 mais badalado do mundo!

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