A Frase

" O resultado fica para a história, o jogo bonito passa "

FELIPÃO
, Técnico da Seleção Brasileira, em entrevista coletiva, antes da grande final da Copa das Confederações, diante da Espanha, no Maracanã

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Quase um repeteco do jogo no Beira-Rio

Assim foi a partida entre Grêmio e Cruzeiro, pela semifinal da Taça Libertadores das Américas: quase que um repeteco da final da Copa do Brasil, um dia antes, no Gigante da Beira-Rio, entre Internacional e Corinthians.

A grande semelhança foi no fato de o Grêmio, jogando em casa, precisar vencer por dois gols para se classificar e, logo no primeiro tempo, perder de 2 a 0, com gols de Wellington Paulista para a Raposa.

(O Internacional, você lembra, perdeu de 2 a 0 nos 45 minutos iniciais para o Corinthians, gols de Jorge Henrique e André Santos).

A grande diferença de um jogo para o outro foi que o Grêmio não deu vida boa para o Cruzeiro. Estava bem organizado em campo. Não deixou o centro-avante abandonado lá na frente, como aconteceu com Nilmar.

O problema do Tricolor Gaúcho foi, mais uma vez, a finalização.

Desde o início da temporada que o Grêmio deixa de vencer os jogos pela falta de pontaria ou de atenção de seus atacantes.

As oportunidades são criadas a todo instante.

Mas na hora H, sempre falta alguma coisa.

A derrota parcial de 2 a 0, foi terrível para o Grêmio.

Precisava, a partir daquele momento, de 5 gols para ir à final da Libertadores.

Na etapa final, Réver e Souza empataram o jogo.

E o Tricolor buscou incansável os outros gols que precisava.

Só que o Cruzeiro tinha Kléber em campo.

Jogador que hoje está com a cabeça no lugar e soube reter a bola nos pés o suficiente para atrair a marcação, chamando as faltas e abrindo espaço para a construção de novas e perigosas jogadas.

Isso sem falar em Wagner, que fez um lançamento primoroso para Jonathan, livre, se enrolar todo com a bola e levar Kléber à loucura, naquela que podia ser a oportunidade mais clara para o terceiro gol cruzeirense.

Ah... uma outra diferença existente: nenhum jogador do Grêmio perdeu a cabeça ao ponto de criar confusão.

Simplesmente jogaram bola.

E o goleiro Fábio teve de trabalhar bastante por isso.

No final das contas, o 2 a 2 foi o resultado mais justo.

E não dá nem para falar que teve sabor amargo para a equipe gaúcha, pois não faltou luta, determinação e garra.

Quanto ao Cruzeiro, fez aquilo que tinha de fazer, sem mais, sem menos.

E vai encarar o Estudiantes, da Argentina, na grande final da Taça Libertadores.

Este vai ser o 12º encontro entre Brasil e Argentina numa final de Libertadores.

Nas 11 edições já realizadas, o domínio é argentino: 8 a 3.

Os três brasileiros que superaram nossos hermanos foram o Santos, em 1963 (Boca Juniors); o Cruzeiro, em 1976 (River Plate); e o São Paulo, em 1992 (Newell's Old Boys).

O Estudiantes é Tricampoeão da Libertadores.

E na vez que enfrentou um time brasileiro na final, levou a melhor.

Foi contra o Palmeiras, em 1968.

Vamos ver...

Tomara que as informações citadas aqui não passem de curiosidades e que o Cruzeiro conquiste o Tricampeonato, igualando-se ao São Paulo de Telê Santana e Paulo Autuori...

6 comentários:

  1. Com o futebol de hoje é muito dificil reverter um resultado de 2 á 0.

    Outra diferança, não teve nenhum babaca com um dossiê em formato de DVD.

    Abraços

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  2. Fala PP acertei mais uma, tentando voltar a boa forma, apesar que era bem improvavel não acertar, mas da pra comemorar.

    Abraços

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  3. Pois é os gauchos morreram abraçados, da mesma forma. Mas futebol é assim, os gauchos foram casrigados, abraço.
    Saudações do Gremista Fanático

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  4. Acho que a Raposa mereceu, lamento pelo grande amigo Gremista Fanatico.
    Abraço

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